As incubadoras tecnológicas empresariais são estabelecimentos que prestam apoio gerencial e suporte logístico para empreendimentos em fase de estruturação e expansão. Dentro de um ambiente de incubação, micro e pequenas empresas têm acesso a serviços de assessoria e consultoria financeira, administrativa, jurídica e comercial, o que permite o desenvolvimento pleno de seus negócios e a maturação de suas capacidades produtivas. No caso das companhias de base tecnológica, o apoio acadêmico e científico de universidades e instituições de pesquisa contribui para a redução de custos e riscos do processo de inovação, pois permite o acesso a laboratórios e equipamentos que exigiriam investimento elevado.

Segundo levantamento realizado pela Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com o Ministério de Ciências, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Brasil conta hoje com 384 incubadoras em operação que abrigam 2.640 empresas e geram em torno de 16 mil postos de trabalho. O mesmo estudo revelou outro dado importante: ao todo, 98% das empresas incubadas inovam, sendo que 28% em âmbito local, 55% no cenário econômico nacional e 15% em nível mundial.
A Universidade Luterana do Brasil começou a desenvolver projetos de estímulo ao empreendedorismo e de inovação tecnológica em meados do ano 2000, com a criação da Incubadora Tecnológica Empresarial São Lucas (lteslu) e sua posterior incorporação à pró-reitoria de pesquisa e pós-graduação da Instituição. Em 2012, a iniciativa ganha caráter nacional e, através da Rede Ulbra de Inovação, expande suas áreas de atuação para outros cinco estados do país.

Atualmente, todas as Unidades da Ulbratech seguem as diretrizes nacionais da Anprotec e, por isso, funcionam como Centros de Referência para Apoio a Novos Empreendedores (Cerne), oferecendo amplo apoio logístico às empresas incubadas ou pré-incubadas em suas dependências.